.AVISO!
Olá, eu estou aqui para informar que a história contem em algumas partes, cenas (como é que eu vou dizer) "hot", eu tou avisar pois não responsabeliso por danos morais.

Domingo, 23 de Agosto de 2009
Capitulo4_III

 Quando Zac retornou, dez minutos depois, ainda estava sentada no mesmo lugar, o telefone pendurado nos dedos.

- Então? - ele perguntou. Ela balançou a cabeça.

- Não consigo linha. Não há sinal disponível. Deve ser por causa da montanha. - Ela olhou ao redor. -Deve haver algum telefone em algum lugar.

- Só na cidade. - Ele sacudiu os ombros. - Jared e Ashley preferem ficar sozinhos aqui, sem interrupções.

A palavra "sozinhos" pareceu ressoar em sua mente como um dobre de sinos. E, de repente, ocorreu-lhe que sempre que ela e Zac estiveram juntos, houvera empregados ou pessoas por perto.

Agora, pela primeira vez, estavam apenas os dois. E ocupando um espaço relativamente pequeno.

Zac estava rondando pela casa, inspecionando tudo, olhando os livros e os enfeites nas prateleiras. Ele pegou a tigela com a sopa fria e olhou em desagrado.

- Isso era para ser o jantar?

- O meu, sim - ela disse. - Não estou com muita fome.

- Mas eu estou. O que mais tem para comer?

- Você realmente acha que eu vou cozinhar para você?

Ele disse calmamente:

- Você ainda é minha esposa, mia cara. A maioria das mulheres cozinha para seus maridos, ou você não ouviu falar disso? - Ele silenciou e provocou em seguida: - Mas talvez você seja desprovida de dotes culinários.

Ela falou, indignada:

- Todo mundo na minha escola aprendeu a cozinhar. As freiras insistiam.

- Ah, as freiras - disse Zac refletidamente. - Isso explica muita coisa. Mas, pelo menos, alguns aspectos de sua educação receberam atenção.

Vane levantou o rosto.

- E o que isso quer dizer?

- Não importa. Tem ovos? Talvez pudesse preparar uma simples omelete?

- Poderia - disse ela. - Mas por que faria isso?

- Porque um homem precisa conduzir negociações de estômago cheio. E nós vamos negociar, não?

Ela pegou a sopa intocada da mão dele e foi para a cozinha, jogando-a na pia.

Encheu a chaleira e colocou água para ferver. Havia saquinhos de chá e um pote de café instantâneo no pacote de boas-vindas.

Encontrou uma frigideira, colocou uma colher de manteiga e posicionou-a no fogão para aquecer lentamente. Estava quebrando os ovos em uma tigela quando Zackary entrou.

Ela não olhou para ele.

- Você me dá licença. Esta cozinha é muito pequena.

- Vim para lhe trazer isto. - Ele colocou um pacote no pia ao lado dela.

Mortificada, Vane reconheceu uma marca cara de café moído. Ela disse friamente:

- Você pensa em tudo, signore.

- Preciso, caríssima. - Ele esticou um braço comprido e pegou uma caixa de uma prateleira, onde havia uma cafeteira. - Não tem máquina de café expresso, mas esta serve.

Ela lavou-a e colocou o pó de café.

- Você quer dois ou três ovos? - Vane perguntou, acrescentando tempero.

- Quatro - ele disse. - Preciso manter a força, você não concorda, minha adorável esposa?

Pega de surpresa, ela virou o rosto imediatamente, encarando-o.

- O quê?

A boca curvou-se ironicamente.

 - Simplesmente que se continuar a nevar assim vou ter de nos desenterrar. O que mais poderia ser? - ele acrescentou laconicamente. - E sua manteiga vai queimar. - E ele voltou para a sala.

Rangendo os dentes, ela tirou a frigideira e colocou uma fatia de pão na torradeira. Encheu a cafeteira e levou a louça e os talheres para a sala.

Zac estava descansando no sofá, olhando fixamente para o fogo da lareira.

- Você percebeu que não tem televisão, nem fax, nem computador aqui?

- Você acha isso um problema? Ela sacudiu os ombros.

- Não é o ambiente luxuoso ao qual você está acostumado. Você não pode medir o pulso do mercado financeiro daqui.

- Oh! Acho que o paciente pode viver sem mim.

- Mas e você? Pode viver sem o paciente?

- Por um tempo, com certeza. - Ele esticou-se indolentemente. - E vai ser bom relaxar de verdade.! Não acontece com freqüência.

- Você se esqueceu das negociações.

- Não me esqueci - ele respondeu, e voltou sua observação para o fogo.

Ela retornou à cozinha, bateu os ovos com um garfo e colocou-os na frigideira. Quando ficou pronta, dividiu a omelete em duas porções, dando a Zac a parte do leão.

- Está excelente - ele comentou depois da primeira garfada. - Você tem talentos secretos, mia cara.

Ela manteve os olhos fixos no prato.

Indiferença, ela pensou, era seu objetivo.

Quando a refeição terminou, ela recusou a ajuda dele para lavar a louça. A idéia de Zackary com um pano de prato nas mãos era absurda, ela concluiu. E o mais importante era que a cozinha era pequena demais para divisão de tarefas. Especialmente com ele.

 

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publicado por Sandra.linda às 14:31
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